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Cultura visual e exibição artística: O observador emergente

Caleidoscópio - Revista de Comunicação e Cultura

Sobre a Fonte de Informação
 
 
Campo Valor
 
Autor Rosa, Jorge Leandro
 
Contribuidor Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
 
Data 2009-06-01T14:56:07Z
2009-06-01T14:56:07Z
2007
 
Identificador 1645-2585
http://hdl.handle.net/10437/551
 
Descrição complexificação das tecnologias de
consumo, os procedimentos associados à
percepção visual tornaram-se o objecto central
da própria visão e, consequentemente,
colocaram-se no centro da teoria. Num certo
sentido, podemos afirmar que uma nova
compreensão, quer da luz, quer da temporalidade,
se tornou na principal fonte da fenomenologia
do século XX e da ontologia das artes
visuais. A modernização tecnológica também
efectuou uma reavaliação da visão, abrindo
caminho para uma nova compreensão da imagem
e da percepção visual nas artes tecnológicas
contemporâneas. A Estética é, agora, uma
disciplina filosófica essencialmente preocupada
com a luz e com a percepção. Pode a História da
Arte coincidir com uma história da percepção?
Nos nossos dias, e depois de um longo período
de relação equívoca, o crítico de arte e o investigador
académico do domínio artístico estão
ligados por uma estranha assimetria cognitiva
das suas narrativas: ao mesmo tempo que
ambos se encontram no processo de abandonarem
critérios próprios de avaliação da
debilitada qualidade estética das obras de arte
contemporâneas, devem assegurar que o quadro
tecnológico que sustenta e dinamiza a arte
contemporânea não se transforma em justificação
teleológica da tecnologia em si mesma,
sustentando o seu devir como sinónimo da arte.
De facto, os cultural studies são, cada vez mais,
confrontados com a necessidade de conceptualizarem
a técnica enquanto elemento chave da
cultura.

In the first half of the nineteenth century,
the process of visual perception became a
primary object of vision itself and theory. In a
certain sense, we can say that a new
understanding of both light and temporality is
the main source for the 20th century’s
phenomenology and ontology of visual art.
Technological modernization also effected a
revaluation of vision opening the path toward a
new understanding of image and visual
perception in contemporary technological arts.
Aesthetics is now a philosophy mainly
concerned with light and perception. Does the
history of art coincide with a possible history of
perception? In our days, the art critic and the
art scholar are bound to a strange cognitive
asymmetry of narratives: while they are in the
process of turning away from a debilitated
aesthetical quality in the present day work of
art, they must assure, at the same time, that all
the technological frames sustaining and
dynamizing contemporary art do not become a
teleological justification of technology in itself.
In fact, cultural studies are increasingly
confronted with the need of conceptualizing
technology as culture. Digital image plays a
central role in this sort of double-bind and
defines today’s problematic phenomenon of the
observer.
 
Formato 144317 bytes
application/pdf
 
Idioma pt
 
Título Cultura visual e exibição artística: O observador emergente
 
Tipo article
 

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