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A ponte quebrada: sobre o papel da linguagem como forma de conhecimento e comunicação em romances pós-modernos

Caleidoscópio - Revista de Comunicação e Cultura

Sobre a Fonte de Informação
 
 
Campo Valor
 
Autor Banús, Enrique
Barbancho, Iñigo
Dobrescu, Consuela
Sousa, Silvia
 
Contribuidor Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
 
Data 2009-06-01T15:24:43Z
2009-06-01T15:24:43Z
2007
 
Identificador 1645-2585
http://hdl.handle.net/10437/560
 
Descrição Que a linguagem consista num dos modos
essenciais para conhecer o homem e o mundo é
um dos fundamentos da consciência europeia.
Ao mesmo nível encontramos a convicção de
que a linguagem fornece uma ponte (talvez a
ponte por excelência) para estabelecer
comunicação. Nalguns períodos de história
literária, deparamo-nos com um certo
cepticismo em relação a este simples
pressuposto: ao longo do romantismo, por
exemplo, diversos autores exprimiram os limites
da linguagem. Durante a “grande crise
européenne”, o romance A Carta de Lord
Chandos revelou, provavelmente, o cepticismo
mais profundo quanto à capacidade da
linguagem abrir caminho ao conhecimento do
mundo e do sujeito. Um crise semelhante
manifesta-se em Austerlitz de Wolfgang Sebald,
um romance representativo da pósmodernidade.
Num determinado momento, o
protagonista “perde” a linguagem e, por
conseguinte, a segurança de uma identidade
pessoal consolidada. De forma menos
afirmativa mas igualmente clara, surge ainda
um momento similar em Moon Palace de Paul
Auster, outro ícone pós-moderno. Uma análise
destes dois romances pode ajudar-nos a
compreender uma questão de extrema
relevância: até que ponto é que a linguagem
abre caminho ao auto-conhecimento e à
comunicação?

That language is one of the essential human
ways for attaining knowledge about oneself
and about the world is one of the fundaments of
European consciousness. On the same level lies
the conviction that language is a bridge (maybe
the bridge) for establishing communication. In
some periods of literary history, a certain
scepticism about this simple presupposition
appears: throughout Romanticism, for example,
several authors expressed the limits of
language. During the “grande crise
européenne”, Hugo von Hofmannsthal’s The
Lord Chandos Letter probably marks the most
profound scepticism regarding language’s
ability to know the world – and also to
experience the self. A similar crisis appears in
Wolfgang Sebald’s Austerlitz, a highly
representative novel of post-modernity. The
protagonist, at a certain moment, “loses”
language – and also the sureness of selfidentity.
Not so strongly but surely clearly there
appears a similar moment in Paul Auster’s Moon
Palace, another icon of post-modernity. An
analysis of these two novels can give some
insights on an extremely relevant question: how
is the capacity of language for (self)knowledge
and communication seen?
 
Formato 131421 bytes
application/pdf
 
Idioma pt
 
Título A ponte quebrada: sobre o papel da linguagem como forma de conhecimento e comunicação em romances pós-modernos
 
Tipo article
 

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