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Revista de Estudos da Comunicação

Sobre a Fonte de Informação
 
 
Campo Valor
 
Título
 
Autor Delia Dutra da Silveira
 
Assunto
 
Descrição Street corner society, considerada uma obra de referência nos estudos das ciências sociais, é o resultado de quatro anos de pesquisa (1936-40) realizados no distrito North End em Boston – “Cornerville” – pelo então jovem economista William F. Whyte. Contando com o apoio de uma bolsa da Universidade de Harvard, Whyte adentra-se na vida e espírito do bairro – mora no seio de uma família de imigrantes italianos – acabando por tornar-se o rapaz que escreve um livro sobre Cornerville que, apesar da sua condição de “rapaz formado”, conseguiu transitar pelos diversos níveis da estrutura social do bairro. O livro constitui um relato e análise detalhada de uma experiência de pesquisa de observação participante, onde Whyte se propõe permanentemente evitar se tornar um “observador não participante” ou um “participante que não observa”. Analisa os principais grupos se concentrando, em cada um, na história pessoal de um dos seus integrantes: a gangue da esquina dos rapazes não formados (Doc) e o clube dos formados (Chick), as organizações mafiosa e policial (Cataldo), a organização política (Ravello), todos conformadores das especificidades da estrutura social de Cornerville. Para isso, vai observar e problematizar uma hierarquia de relações pessoais que se baseia num sistema de obrigações recíprocas. Segundo Whyte, esses seriam os elementos fundamentais com os quais estariam construídas todas as instituições do bairro. Se bem que Corneville já era visto pelos de fora de forma completamente estigmatizada – bairro de migrantes italianos, perigoso, pobre, desorganizado – o autor descobre que se trata de um grupo social que se encontra num estado de fluxo organizado e que o problema real do local é o fracasso para se interconectar com a estrutura da sociedade à sua volta. Para Whyte, o caminho para a compreensão do modo de vida de Cornerville não se encontrava por meio da observação em geral da vida cotidiana. Precisava-se de um acompanhamento de histórias de indivíduos particulares e suas ações para assim chegar a compreender o bairro como um todo. Buscando definir quais seriam aqueles que se tornariam objeto de sua observação e acompanhamento sistemático, Whyte foi aos poucos descobrindo nas lógicas de interação as relações hierárquicas que definem as principais marcas que socialmente significam algo e que, portanto, conformam esse fluxo organizado que é Cornerville. Nesse sentido, seu primeiro contato pessoal foi com Doc (capítulo I), jovem líder da gangue da esquina (os Norton), quem se tornou uma peça essencial no seu processo de integração à comunidade local e no desenvolvimento de um olhar discreto e aguçado. Whyte descobre que as estruturas das gangues são resultado das relações habituais e rotineiras existentes durante anos entre seus integrantes, fato que explica que mudanças de rapazes para fora do distrito não decorrem em seu afastamento da esquina – sua turma. Isso dá uma estabilidade muito grande ao grupo que viria a compensar a falta de segurança social dos seus membros, traduzindo-se numa alta taxa de interação social dentro do grupo que gera esse sistema implícito de obrigações mútuas: o rapaz da esquina ajuda sempre que pode seus amigos e se abstém de fazer qualquer coisa que possa prejudicá-lo, vai usar seu dinheiro com aqueles da turma que estão ‘duros’. elt;BR>elt;BR> elt;elt; TEXTO COMPLETO NO PDF>>
 
Editora Revista de Comunicação
 
Contribuidor
 
Data 2007-10-08
 
Tipo peer reviewed
 
Formato text/html application/pdf
 
Identificador http://www2.pucpr.br/reol/index.php/COMUNICACAO/view/?dd1=1807
 
Origem Revista de Comunicação; Vol. 8, No. 17, 2007
 
Idioma pt_BR
 
Cobertura ; ;
 
Direitos
 

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