| Descrição |
A diversidade de abordagens e de temáticas comunicacionais do chamado campo da comunicação está presente nesta edição da Revista de Estudos da Comunicação. Estudos sobre folk comunicação, jornalismo, infância, televisão, pós-modernidade, violência e comunicação organizacional constituem o atual número, reforçando o caráter de desafio multidisciplinar inerente à comunicação, o que só amplia sua riqueza, ao contemplar tantas abordagens e possibilidades de construção analítica, identificáveis também em outras edições deste periódico. elt;BR>elt;BR>Os autores desta edição contribuem para a discussão de um sistema comunicacional que reproduz as desigualdades de uma sociedade marcada por relações de poder extremamente assimétricas, onde a maior parte dos recursos está nas mãos de uma minoria. No caso dos fluxos simbólicos, tal problema é agravado, na medida em que a cultura industrial exerce um papel estruturante, cujos desvios repercutem circularmente sobre outros campos sociais, portanto constituindo-se em conseqüência e causa agravante desta formação histórica. Este é um problema que subjaz ao próprio sistema, cuja solução é indispensável para a projeção de uma sociedade plenamente democrática. elt;BR>elt;BR>Pensando-se com as reflexões apresentadas nesta edição, a Universidade brasileira tem a imperiosidade de avançar na compreensão de como os setores marginais utilizam seus próprios caminhos para produzir sentido, dizendo como estão no mundo. A mídia hegemônica, por sua vez, constrói uma realidade marcada por fundamentalismo e terrorismo, dois elementos que se materializam no mundo da vida, mas não necessariamente da forma e com as associações propostas pelos produtos midiáticos, reforçando posições não raro distorcidas do semelhante. elt;BR>elt;BR>Outra temática da maior relevância é a questão da infância, cuja proteção cabe a todos os agentes sociais: neste caso, a ação da indústria cultural é potencializada, pelo momento formador deste período da vida humana (a criança também é abordada em artigo que discute a identidade pósmoderna a partir de uma campanha publicitária). Em outra direção, é investigado o telejornalismo moçambicano, trabalhando as relações entre televisão privada e pública, estudo importante não só para aquele país irmão, mas também para a pesquisa brasileira, no momento em que a TV Brasil foi lançada e o modelo é discutido. elt;BR>elt;BR>Esta edição trata ainda das mudanças no cenário organizacional, com profundas alterações nas relações de trabalho, via de regra no rumo da flexibilização das relações, processos em que as tecnologias infocomunicacionais exercem papel preponderante; da representação do vilão no principal horário de telenovela da Globo (sendo o instrumental analítico complementando com resultados de um grupo de discussão); de uma importante experiência de educação para a mídia (cuja inclusão nos currículos escolares mobiliza educação e movimento social); e da lógica de espetáculo em confronto com a de cidadania, num programa televisivo popular. elt;BR>elt;BR>Enfim, esta é uma edição repleta de tópicos primordiais para o debate da comunicação e da sociedade brasileiras. Boa leitura!
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